dodô

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11 outubro 2010

amanhã no Tutti: debulhar o trigo

Oi, pessoal!

Então amanhã é dia da N. Sra. Aparecida, nossa santinha padroeira do Brasil.
Eu morava bem perto de Aparecida do Norte, meu pai tinha um posto de gasolina bem pertinho da basílica; chegava essa época todas as ruelinhas, estradas e passarelas ficam parecendo um formigueiro! Tem ônibus de excursão chegando de tudo que é canto!
Hoje em dia a basílica virou um mega shopping center! Até MacDonalds tem.
Vai ver na época também era um shopping e eu não sabia, eu era criança, ficava impressionada com a suntuosidade (mesmo kitsch) da construção, ficava hipnotizada com a visão de dezenas de velas queimando, parafina escorrendo lindamente, e embriagada com o cheiro de pavio de vela que apaga.
Eu lembro de ouvir bastantes histórias de falcatruas dos padres.

E lembro da história da imagem da santa. Ela é pretinha porque a imagem foi encontrada por pescadores, no lindão rio Paraíba e ela estava suja, talvez de lodo, de algo escuro enfim. E já logo ali começou a fazer milagres.

Claro que essas lembranças já foram me trazendo as imagens daqueles morros suaves, plantações de arroz, campos verdinhos, cheiro de cavalo, de chuva, de feijão, de milho, de chuchu; e aí descambou!
Já lembrei que entre aqueles morros várias estradas tinham uma entrada pra uma estrada de terra, e a gente ia, ia, sempre reto todavida, e chegava num restaurante enfiado no meio de um pomarzão. O bicho bom por lá é o porco. Vai ver por isso gosto tanto de porco. Já vi (ouvi!!) vários morrerem, mas quando estava 'no ponto', e com respeito, sua carne ser aproveitada e apreciada, e isso é muito legal! Tinha até um embutido de pele que a minha mãe fazia, e cozinhava no feijão e era uma loucura de bom, mas nunca mais encontrei, a gente chamava Cudiguim, não sei nem como escreve. E claro que o feijão ficava com uma textura incrível, semelhante à do Mocotó, afinal, é o mesmo colágeno.

Mas continuando o causo, normalmente esses restaurantes serviam leitoa à pururuca realmente de comer de joelhos! Nunca nunquinha vi pururucas tão crocantes e leves. Acompanhava salada de batata, ou eu que me concentrava na salada de batatas, que adoro! e de sobremesa, laranja no pé! Tudo com cheiro de grama, com céuzão azul azul bem clarinho. E um sol de rachar, mas com ventinho, e sombra das árvores!
Nossa Senhora!


Então vamos nesse feriado fazer uma comida pra nossa santinha, puxando essas gostosuras de terroir da Pindamonhangaba:

arroz branco
verdura refogada com alho
uma mousse de patê (!), cuja receita, da d. Nair, de Aparecida, encontrei há pouco no "Nossas 1000 Receitas" que veio comigo
e um pedaço de """pamonha""" salgada (entre muitas aspas porque não sei ainda fazer pamonha daquele jeitinho da vó)

e pra quem quiser (e avisar na reserva!)
costelinha de porco na panela. Essa sim, com o jeitinho da vó!
com um extra de 5 contos de merréis.


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