dodô

dodô

05 março 2017

Purê de inhame e cogumelo de Paris com limão e acelga

Agora é verão mas depois da chuva do fim da tarde um ventinho vem pra deixar a noite gostosinha de dormir de manta.
Esse preparo aqui é a versão 'almoço' da gororoba do jantar de ontem. Como estava fresquinho, coloquei tudo na panela (exceto o limão) e a acelga cozinhou um pouquinho, o inhame também estava mais quentinho.

Mas hoje no almoço, como estava muito quente, não cozinhei a acelga, só misturei no final, nem o shoyu, a pimenta e a cebolinha, e o purê até que deixei esfriar um pouco pra fazer as quenelles.


Foram três etapas separadas:

1) cozinhei 3 inhames pequenos e uma batata pequena. Inteiros e com casca. Quando macios descasquei e amassei num purê. Salguei e reservei.

2) lavei e cortei algumas folhas de acelga em fatias de uns 3cm, salguei massageando e deixei ali pra soltar água

3) esquentei óleo de palmiste em uma panela e refoguei, em fogo alto, cogumelos de Paris cortados em quatro. O importante é não deixar soltar água, então ele mantém esse corpo crocante essencial pra contrastar com o inhame.
Apertei a acelga pra tirar a água e temperei com cebolinha, shoyu, pimenta fresca e bastante limão. Cuidado com a quantidade de shoyu pois a acelga já tem sal.

Servi com o purê em quenelles




Alimento para os Olhos: Booky Margoof






mais aqui

19 fevereiro 2017

Arroz com sal tailanês Dodô com refogado



Mais um sal temperado apareceu!
Combina com o verão e, mesmo que eu tenha escolhido a dedo morar em uma das cidades “com menos dias de sol por ano” por ano no Brasil, ainda assim têm sido sofrido aguentar esse calor.
Então resolvi fazer uma refeição mais fresca, e servi morninho, mas em um dia mais fresco pode ser mais cozido e mais quentinho que também fica ótimo!


O mais difícil desse preparo é lavar o agrião.

Trabalho difícil e ingrato, porque quando vai pra panela ele some, igual espinafre! 
Eu como tranquilamente meio maço de agrião assim refogado. Está tudo sem medida porque é muito a gosto do freguês.

Então lavei o agrião enquanto preparava o arroz.  Cortei em pedaços de uns 5cm e separei as partes com mais talos. Não é preciso desfolhar o agrião, mas legal refogar primeiro os talos, que são mais duros, e assim adicionando aos poucos evita que a temperatura da panela caia e o agrião solte água.

Sacudi e deixei escorrer bem pra não espirrar no óleo quente.

Só quando o arroz estava pronto coloquei a wok no fogo, esquentei um fio de óleo de girassol e, em fogo alto, salteei os talos, temperei com shoyu, coloquei o restante do agrião, sempre mexendo, e uma mãozada de moyashi. Apaguei o fogo, conferi o tempero e adicionei o amendoim. Como dá pra ver na foto, esse refogado praticamente só levou um susto, ainda está tudo crocante, exceto os talos que cozinharam.

Na hora de servir, colocar suco de limão.

E pimenta, se quiser.






O arroz é o de sempre: uma medida de arroz para duas de água fria. Deixa ferver, abaixa o fogo e tampa a panela.
Para meia xícara de arroz cru coloquei 1cS do sal tailandês ainda na água fria. Essa medida deixa suave, mas bem perceptíveis os sabores, e são vários!
Quando está quase pronto, gosto de apagar o fogo e colocar um pano de prato úmido entre a panela e a tampa, ele fica menos soltinho. Não gosto de arroz muito soltinho, acho um saco mesmo aquele arroz caindo do garfo; sei lá, Freud explica.





O rabanetinho é a fofura da vida aprendi no restaurante Clorofila, em Curitiba, mas vi um método diferente no livro The Fine Art of Garnishing, onde ele usa água gelada. No restaurante aprendi a fazer o corte e deixar com sal uns minutos, fica lindo e delicioso!





14 fevereiro 2017

Feijão branco com tomate e tomilho-limão

                
                 Pro friozinho, pro calor, essa fofura fica boa de qualquer jeito: comi quentinho numa noite fresquinha, comi como salada no dia seguinte; e só de cisma deixei um pouco chegar à temperatura ambiente e... muito boa também!
                 Não vou nem disfarçar, é uma versão mais fresca do fagioli all'uccelletto em que, no lugar da sálvia, coloquei tomilho-limão, mas é bem verdade que deu outro espírito, são os poderes das ervas!


Comecei colocando feijão branco de molho (usei 1 xícara dele cozido então aqui deve ser meia xícara ou um pouquinho mais) e no dia seguinte cozinhei, colocando sal no final do cozimento.

Descasquei e piquei 2 tomates pequenos. Gosto da semente do tomate, mas quem acha desagradável tira.
Piquei 2 dentes de alho em lâminas
Cortei 1 xícara de acelga em chiffonade, esfreguei com sal e espremi.

Misturei isso tudo e temperei com pimenta do reino preta, azeite de oliva e tomilho-limão.

Pra salada adicionei palmito e ficou perfeito!




Alimento para os Olhos: Odyr Bernardi


“A laranja, prazer dourado.
A laranja, prazer redondo.
A laranja, prazer fechado.
A laranja, prazer de faca.

Ou canivete. Cada golpe
anuncia: já se aproxima
o íntimo prazer da laranja,
que não se dá sem sacrifício.

A laranja não se espedace,
para mais intenso prazer.
A laranja fique redonda,
mesmo sem casca: esfera branca.

Então corte rápido a lâmina
um dos polos; a mão aperte,
e a boca sorverá, sensual,
a líquida alma da laranja.

Quem foi que, anônimo, inventou
o prazer de chupar laranja
em forma global de mamucha?
Gerações antigas sorriem
neste mestrado de volúpia.”

Drummond 


 



07 fevereiro 2017

Risoto com Figo do quintal

                 Chega a ser comovente a companhia de uma figueira carregadinha ali no quintal.

                 Tanto que alguns figos, mal mudaram do verde pro roxo (púrpura?) foram atacados num afã que a visão provocou. Mas no fim eles não estavam assim tão madurinhos.

                 Que que acontece num caso desse? Vai pro risoto!!

                 O principal foi harmonizar o figo com o tofu defumado e fechar com a pimenta verde, com aquele azedinho irritante dela. Coisa boa! Vive la poivre verte!




Cortei cebolinha (que também é do quintal, felicidade) em pedaços de uns 3cm.
Sim sim, cebolinha verde.
Esquentei uma panela com azeite de oliva e comecei a tostar ali a cebolinha, então adicionei               2 dentes de alho amassados e logo em seguida ½ xíc de arroz arbóreo
mexendo.
Quando estava bem quente deglacei com vinho branco e já coloquei 1cS de tofu defumado (em pedaços). Então fui adicionando caldo que fiz com talos de salsinha, aos poucos, mexendo. Deixei pra salgar mais pro final porque o tofu pode deixar mais salgado. O tofu ficou bem durinho, talvez fosse uma ideia melhor fazer o caldo com ele e deixar cozinhar por mais tempo.

Enquanto isso cortei os dois figos em gomos e tostei na frigideira de ferro com azeite de oliva.
Servir um com o outro e mais salsinha bem picadinha e pimenta a verde picada.

05 fevereiro 2017

Sorvete de melancia e cranberries

ingredientes:
uma banana
250ml de suco de melancia
10 cranberries secas 


      foto Miriam Asanome



Sorvetinho mais facilissíssimo do mundo:

primeiro corta uma banana em rodelas, dispõe numa assadeira e leva pra congelar.
Quem me ensinou disse que não precisa deixar a banana congelar completamente que é até mais fácil de bater mas até hoje nunca consegui, sempre deixei umas já de reserva no congelador até decidir com o que bater...
Coloca 250 ml de suco de melancia no liquidificador.
Pra quem não sabe fazer o suco de melancia: coloca pedaços de melancia no liquidificador com semente e tudo, e só pulsa, pra que não processe a semente. Então coa e tá pronto!
Coloca no suco algumas rodelas e bate e mais umas e bate e o restante e bate (meu liquidificador é velhinho então tenho que tomar esses cuidados com ele).
Por fim, adiciona umas 10 cranberries, se quiser, e dá uma batida pra ficar uns pedacinhos menores.

Eu deixo ficar mais um pouco no congelador pra ficar como na foto, ou coloco em forminhas de picolé, ele fica bem duro depois de congelado.



colher perfeita Spiral Cerâmicas




Alimento para os Olhos: feijoada no espaço, de Santiago


04 fevereiro 2017

almoço de cartoon




Hoje quando fui preparar o almoço cliquei em:


e quando vi a cozinha toda estava com um jeito de cartoon
O mais legal é que eu estava preparando justamente um ensopado que dava pra fazer ISSO!


Panela com molho e as rodelas de legumes mergulhando




Mas refiz tudo, bonitinho, pra anotar e postar aqui. Então fiz o seguinte:

na véspera, hidratei uma xícara de glúten para fazer o seitan. Tinha que fazer com glúten porque é um ingrediente mágico e plástico que parece perfeito pra uma comida de cartoon. Cobri com água e deixei até o dia seguinte, quando coloquei uma panela com água para ferver e cozinhei ali a bola dessa massa, o seitan. Quanto mais cozinhar, mais leve ele fica.

Então coloquei no fogo a panela pra tozinhar o toelho:
em fogo bem baixinho, uma folha de louro pra esquentar,
então um fio de azeite de oliva,
depois uma cebola pequena picada,
como tinha bonitão aqui, coloquei um pedaço de pimentão vermelho picado, só pra dar um gostinho;
quando murcharam, 3 dentes de alho picados
depois 3 tomates pequenos em pedaços
Deixei cozinhar um pouco e processei porque quis o molho mais liso, pra enfatizar as formas dos legumes.
Molho de volta pro fogo baixo, os mergulhos aconteceram nessa ordem:
um pouco mais da metade do seitan cortado em cubos,
vagem de metro cortada em pedaços de uns 8cm,
cenoura em rodelas não muito finas,
mais um tomate em gomos (senti falta de um corpo de tomate),
Temperei:
sal, pimenta, canela e molho inglês Dodô!
 
enquanto esse molhão estava ali,
cortei em rodelas, também não muito finas, o pescoço de uma abobrinha,
coloquei uma frigideira no fogo médio com um fio de azeite e as selei ali,
adicionei uns cogumelos (os grandes em terços, os pequenos pela metade etc) e um pouco de farinha de trigo (cuja função na panela é engrossar o molho), e salteei um pouco, salguei e juntei ao molho.
Mais um minutinho no fogo para a farinha cozinhar e voilà!




Alimento para os Olhos: Les Diners de Gala de Dalí






















imagens grandes aqui
e mais aqui

02 fevereiro 2017

Grãomelete com agrião

Eu já tinha ouvido falar no sal negro, que ele tem um sabor igual ao ovo cozido, mas achei que era uma coisa muito sutil e nem dei muita bola. Mas um dia dei de cara com um pacotinho no mercado e trouxe pra casa. É impressionante!

Então sem demora, matando uma baita saudade com:


Grãomelete!

A receita que usei não era assim em etapinhas, mas achei legal respeitar o tempo de cada ingrediente: 
Primeiro colocar em um bol:

1cS de chia em

¾ xíc de água

por uns 15 minutos, 
{enquanto isso lavei um maço de agrião}
então juntei


¾ xíc de farinha de grão de bico

e deixei mais uns 15 minutos.

{enquanto cortei o agrião em pedaços de uns 3cm, 
piquei cebolinha e
cortei uma carambola e uns palmitos em rodelas}

Depois acrescentei ao mingauzinho:
1cc sal negro moído
 ½ cc de cúrcuma
pimenta do reino preta
1cc fermento químico

Fritei na frigideira quente com óleo.

Enquanto fritava, esquentei bem uma wok, coloquei um fio de óleo e os talos do agrião, então a parte do meio e por fim as folhas, é bom não deixar em fogo baixo pra não soltar muita água.
Dessa vez coloquei a cebolinha na massa do grãomelete, mas outra vez que fiz refoguei a cebolinha com o agrião e gostei mais. Coloquei sal branco.
Sei que refogar o agrião pode parecer uma ideia estranha, mas olha, fica bom! Muito bom!

Vira o grãomelete e quando estiver tostado servir com o agrião, o palmito e a carambola