dodô

dodô

11 junho 2017

Conchiglione com Muhammara

Macio, com pedacinhos durinhos pra morder, o gostinho do pimentão assado e o conforto da massa. Tudo a ver com esse dia ensolarado de inverno




MUHAMMARA é uma pasta que pode ser preparada antecipadamente. Pelo menos foi o que eu fiz. E hoje quando ainda não sabia o que faria de almoço abri a geladeira e ele estava lá, inspirador, yeah!
A receita original é com nozes, mas não tive coragem $$$ de comprar nozes (principalmente pq não conhecia o preparo, na próxima quero experimentar certinho, sim) e com pimentão vermelho mas os amarelos estavam mais bonitos, então não tive dúvidas, amarelo seria!
Comprei 3 grandões, que pesaram 900g, queimei na boca do fogão e deixei em um pote fechado até esfriar para descascar.
Pode-se preparar num processadorpara uma pasta mais fina mas como normalmente gosto muito de pedacinhos para morder, foi tudo na faca:

¾ xíc {amendoim + amêndoa} tostados
2 dentes de alho
¼ xíc farinha de rosca
900g de pimentão assado e descascado
½ cc pimenta síria
½ cc cominho em pó
½ cc pimenta caiena
sal
3cS azeite de oliva

na receita também vai 1 cS de suco de limão mas sempre gosto de colocar na hora de servir




Para o preparo do prato, cortei couve flor em floretes pequenos e tostei na frigideira de ferro bem quente tampada, para que cozinhe enquanto tosta. Quase no final acrescentei berinjela em cubos de 1cm, deixei dar uma tostadinha ,salguei tudo e apageuei o fogo, mantendo a panelinha tampada para que terminem de cozinhar no calorzinho.


Cozinhei conchiglione.


Pensava que tinha um potinho de molho de tomates no congelador, mas, ledo engano. Por sorte uma garrafa de passata deu o vermelhinho do fundo do prato.Pouquinho mesmo, pra dar um molhadinho e acidez. Pensando nisso misturei ali o suco de limão que ia na receita do muhammara.


Recheei conchigliones com berinjela, cobri com muhammara e servi com os pedaços de couve flor.

05 maio 2017

Nhoque de Pinhão

Ai, pinhão, tanta saudade que eu estava!

Esse ano queria fazer um preparo com ele antes de devorar tudo!

Então salvei 1 xícara de pinhão cozido e descascado (bem apertado na xícara) e processei com uma misturinha de {1 cS chia em 4cS água} que foi preparada uns 15 min antes para que fique grossa.
Então misturei 3 cS de fécula de batata e farinha de trigo q.b., umas 2cS mas é melhor colocar um pouquinho e ver se já dá pra enrolar sem que grude nas mãos.
Conferi o sal, temperei com pimenta do reino preta e cozinhei normalmente em água fervente e retirei assim que subiu à superfície.

Servi com molho de tomate bem simples e manjericão




Alimento para os Olhos: Bruegel


22 abril 2017

Sopa de cenoura, tomate e coco

Há tanto tempo essa receita rolando pela casa... eu sabia que seria apaixonante, por que demorei tanto??
Na receita original vai leite de coco, mas achei perfeita pra usar o resíduo de leite de coco, que ainda dá um corpinho pra morder.


Primeiro tirei a pele de 3 tomates italianos.

Em uma panela, derreti óleo de coco e ali refoguei 3 dentes de alho, 3 pitadas de pimenta do reino preta, adicionei 400g de cenouras em fatias 1cc de cúrcuma em pó.
Então os tomates picados, 1 xíc de resíduo de leite de coco, cobri com água e deixei cozinhar.
Quando a cenoura ficou macia, bati no liquidificador, temperei com sal e pimenta caiena.

Servi com pimentão verde picadinho.

Alimento para os Olhos: Lee Price





05 março 2017

Purê de inhame e cogumelo de Paris com limão e acelga

Agora é verão mas depois da chuva do fim da tarde um ventinho vem pra deixar a noite gostosinha de dormir de manta.
Esse preparo aqui é a versão 'almoço' da gororoba do jantar de ontem. Como estava fresquinho, coloquei tudo na panela (exceto o limão) e a acelga cozinhou um pouquinho, o inhame também estava mais quentinho.

Mas hoje no almoço, como estava muito quente, não cozinhei a acelga, só misturei no final, nem o shoyu, a pimenta e a cebolinha, e o purê até que deixei esfriar um pouco pra fazer as quenelles.


Foram três etapas separadas:

1) cozinhei 3 inhames pequenos e uma batata pequena. Inteiros e com casca. Quando macios descasquei e amassei num purê. Salguei e reservei.

2) lavei e cortei algumas folhas de acelga em fatias de uns 3cm, salguei massageando e deixei ali pra soltar água

3) esquentei óleo de palmiste em uma panela e refoguei, em fogo alto, cogumelos de Paris cortados em quatro. O importante é não deixar soltar água, então ele mantém esse corpo crocante essencial pra contrastar com o inhame.
Apertei a acelga pra tirar a água e temperei com cebolinha, shoyu, pimenta fresca e bastante limão. Cuidado com a quantidade de shoyu pois a acelga já tem sal.

Servi com o purê em quenelles




Alimento para os Olhos: Booky Margoof






mais aqui

19 fevereiro 2017

Arroz com sal tailanês Dodô com refogado



Mais um sal temperado apareceu!
Combina com o verão e, mesmo que eu tenha escolhido a dedo morar em uma das cidades “com menos dias de sol por ano” por ano no Brasil, ainda assim têm sido sofrido aguentar esse calor.
Então resolvi fazer uma refeição mais fresca, e servi morninho, mas em um dia mais fresco pode ser mais cozido e mais quentinho que também fica ótimo!


O mais difícil desse preparo é lavar o agrião.

Trabalho difícil e ingrato, porque quando vai pra panela ele some, igual espinafre! 
Eu como tranquilamente meio maço de agrião assim refogado. Está tudo sem medida porque é muito a gosto do freguês.

Então lavei o agrião enquanto preparava o arroz.  Cortei em pedaços de uns 5cm e separei as partes com mais talos. Não é preciso desfolhar o agrião, mas legal refogar primeiro os talos, que são mais duros, e assim adicionando aos poucos evita que a temperatura da panela caia e o agrião solte água.

Sacudi e deixei escorrer bem pra não espirrar no óleo quente.

Só quando o arroz estava pronto coloquei a wok no fogo, esquentei um fio de óleo de girassol e, em fogo alto, salteei os talos, temperei com shoyu, coloquei o restante do agrião, sempre mexendo, e uma mãozada de moyashi. Apaguei o fogo, conferi o tempero e adicionei o amendoim. Como dá pra ver na foto, esse refogado praticamente só levou um susto, ainda está tudo crocante, exceto os talos que cozinharam.

Na hora de servir, colocar suco de limão.

E pimenta, se quiser.






O arroz é o de sempre: uma medida de arroz para duas de água fria. Deixa ferver, abaixa o fogo e tampa a panela.
Para meia xícara de arroz cru coloquei 1cS do sal tailandês ainda na água fria. Essa medida deixa suave, mas bem perceptíveis os sabores, e são vários!
Quando está quase pronto, gosto de apagar o fogo e colocar um pano de prato úmido entre a panela e a tampa, ele fica menos soltinho. Não gosto de arroz muito soltinho, acho um saco mesmo aquele arroz caindo do garfo; sei lá, Freud explica.





O rabanetinho é a fofura da vida aprendi no restaurante Clorofila, em Curitiba, mas vi um método diferente no livro The Fine Art of Garnishing, onde ele usa água gelada. No restaurante aprendi a fazer o corte e deixar com sal uns minutos, fica lindo e delicioso!





14 fevereiro 2017

Feijão branco com tomate e tomilho-limão

                
                 Pro friozinho, pro calor, essa fofura fica boa de qualquer jeito: comi quentinho numa noite fresquinha, comi como salada no dia seguinte; e só de cisma deixei um pouco chegar à temperatura ambiente e... muito boa também!
                 Não vou nem disfarçar, é uma versão mais fresca do fagioli all'uccelletto em que, no lugar da sálvia, coloquei tomilho-limão, mas é bem verdade que deu outro espírito, são os poderes das ervas!


Comecei colocando feijão branco de molho (usei 1 xícara dele cozido então aqui deve ser meia xícara ou um pouquinho mais) e no dia seguinte cozinhei, colocando sal no final do cozimento.

Descasquei e piquei 2 tomates pequenos. Gosto da semente do tomate, mas quem acha desagradável tira.
Piquei 2 dentes de alho em lâminas
Cortei 1 xícara de acelga em chiffonade, esfreguei com sal e espremi.

Misturei isso tudo e temperei com pimenta do reino preta, azeite de oliva e tomilho-limão.

Pra salada adicionei palmito e ficou perfeito!




Alimento para os Olhos: Odyr Bernardi


“A laranja, prazer dourado.
A laranja, prazer redondo.
A laranja, prazer fechado.
A laranja, prazer de faca.

Ou canivete. Cada golpe
anuncia: já se aproxima
o íntimo prazer da laranja,
que não se dá sem sacrifício.

A laranja não se espedace,
para mais intenso prazer.
A laranja fique redonda,
mesmo sem casca: esfera branca.

Então corte rápido a lâmina
um dos polos; a mão aperte,
e a boca sorverá, sensual,
a líquida alma da laranja.

Quem foi que, anônimo, inventou
o prazer de chupar laranja
em forma global de mamucha?
Gerações antigas sorriem
neste mestrado de volúpia.”

Drummond