11 julho 2020

Vênus-Aldebaran


                 Esta noite Vênus encontra a estrela fixa Aldebaran, da constelação do Touro. Se a gente olha assim de relance acha que a Vênus geminiana com uma estrela de Touro é algo fofo e divertido como o Pernalonga comendo chocolate. Sim, uma das verdades. Não que o Pernalonga seja só uma fofura, ele sabe bem se defender. Mas tem mais outra: Aldebaran é uma baita estrela de Marte! E tem ainda mais outra verdade: o chocolate também é de Marte! Que nem esse que tá hoje no céu.

                 No livro 'Sabores Perigosos', Andrew Dalby conta que algumas vezes, na América Central, o chocolate quente é temperado com urucum; isso pelo sabor e também porque ele pinta de vermelho a boca de quem o bebe, lembrança de que beber cacau era, no pensamento asteca, como beber sangue." Chocolate era bebida de guerreiro!

                 A Lua está com Marte, em sextil com Vênus-Aldebaran. Se você se irritar com alguém - o que é provável -, apenas respire, prepare uma caneca de chá de capim santo. Deixa o chocolatinho quente pra outro dia.


29 junho 2020

Spica


                 Hoje a Lua encontra Spica e no espírito de festa junina pensei em trazer, do Montanari, "como cada região do mundo elegeu seu cereal preferido, e em torno dessas plantas organizou-se toda a vida daquelas sociedades: relações econômicas, formas de poder político, imaginário cultural, rituais religiosos." Diria também que a América elegeu o milho e Spica quer dizer espiga.
                 Mas em algum volteio da atenção descobri que a quadrilha foi trazida pelos europeus e é baseada em uma dança palaciana muito em voga na França. Ah, Libra! Tinha que ser essa Lua em trígono com seus dispositores pra trazer uma revelação tão séria quanto inusitada e divertida.
                Astreia, então que tal se você aproveita um pouco essa fresca, senta aqui com a gente, toma um curau de milho bem quentinho, ninguém pode ir lá fora trabalhar não, nem dançar quadrilha, e nem fazer foto nova. Além da covid, parece que deixaram fugir um carneiro brabo que só, o bicho apareceu DO NADA, cheio de sangue no zóio. Eu sei, se a cerca fosse sua isso não teria acontecido. Mas aconteceu. Dizem até que nada poderia ter evitado. Toma, coloca uma canelinha por cima que fica gostoso! Que? Quer fazer? Ô mulher que não sossega! Tá bom. Coloca no liquidificador 3 xícaras de milho fresco mas bem amarelo (milho verde fica sem gosto), e coloca duas xícaras de leite de soja ou de amêndoa, que não judia das vacas, olha como são umas cachorronas. Passa do liquidificador pela peneira direto na panela. Pode colocar açúcar. Depende, duas colheres, quatro... Vai mexendo até engrossar. Não precisa deixar muito, quando esfriar um pouco ele fica mais encorpado. Mas se quiser pode, então ele vira um flan. Coloca canela igual. Não, não, pode deixar que eu lavo. Sim, eu também. Amo!

25 junho 2020

Rubi da coroa da Régulus


Como chegar no coração do Leão:

Corte 3 beterrabas pequenas (1 xícara de cubos). Elas são assadas besuntadas com um pouco de óleo. Não precisa deixar super macia, é bom ter algo para morder.
Enquanto assam, cozinhe meia xícara de quinoa branca. É como arroz: lave, coloque na panela com o dobro de água fria salgada, e leve ao fogo. Quando ferver, deixe em fogo baixo em panela semi-tampada. Provavelmente ela vai pedir mais água. Como ela tem alguma transparência, dá pra perceber quando o centro ainda está cru.
Coloque 1cS chia para hidratar em 3 cS de água.
Quando estiver pronto isso tudo, coloque no processador a beterraba, 1cS de azeite de oliva, 1 dente de alho, meia cc de Has el Hanout e meia cc de pimenta calabresa (fica pegadinha). Quando estiver tudo pequenininho acrescente a quinoa e a chia e processe. Por último coloque a farinha de rosca apenas para secar um pouco do peso da água.
Fica melhor se descansar uma hora na geladeira
Modele bolinhas do tamanho de nozes e achate para que fique com um pouco mais de 1cm de espessura ou modele como achar que uma joia deve ser
Frite em uma frigideira com pouco óleo, como se faz com um hamburguer.



22 junho 2020

Minestrone botequim



"Eu não devia te dizer
  mas essa lua
  mas essa cevadis
  botam a gente comovido como o diabo."

                 Inverno chegou e a cumbuca de sopa com cevada me levou longe, pra dois lugares. É dia da Lua afinal. Um deles, claro, o Céu da Boca em homenagem ao Mussum. Nenhuma cevadis jamais será a mesma!
                 Também me lembrei do Minestrone Botequim, da foto, que eu vendia no bistrô secreto de Curitiba.
                 A cevada não tem segredis. É legal deixar de molho (vale para todos os grãos) para que a água penetre e o cozimento seja mais uniforme e cuidadoso. Costumo congelar pequenas porções cozidas, com água, e usar na sopa já cozida.
                 A cevada tem uma coisinha boa de morder, não se dissolve em um creme, por isso gosto dela em sopas mais com jeitinho de minestrone. Hoje coloquei em uma de feijão e folhas de beterraba. Gotinhas de limão.
                 A Lua amanhã vai fazer aspectos com os dois maléficos e eu sinto que a gente a fortalece com memórias - e vice-versa. Também sei que uma sopinha sempre vai bem pra amaciar o pão que o diabo amassou.


17 junho 2020

Mercurio retrograda a partir de Sirius




Mercúrio flana pelo signo de Câncer, tendo lampejos de memórias aparentemente aleatórias, já que a sua dispositora muda rapidinho de natureza e isso muda também a maneira dele olhar. A partir dessa madrugada ele mesmos se vira e começa a andar para trás. O que aconteceu? Um cachorrão no caminho? Ah, é a Sirius! Dia desses recebi um vídeo com cenas de cachorros protegendo crianças. Fosse em uma situação tensa, fosse não deixando a criança entrar na praia, puxando puxando e até fazendo as pecorruchas tomarem uns caldos nesses resgates. "Só até aqui, pequeno Mercúrio."  Estou rindo da fofura mas a gente sabe que os cachorros sabem; ou, que os cachorros lembram, porque a gente também saberia se não tivesse esquecido, enchendo a cabeça com quê fazeres e neuras e tudo mais.
Sirius agora fala, “Volta, piázinho, vê melhor o que realmente te nutre”. Nutrição cognitiva, pois Mercúrio. Como está no signo da Lua, passa também pela nutrição do corpo e dos afetos, e a gente percebe como tem procurado comidas de colo. Tantas vezes compulsivamente e tantas vezes com porcarias industrializadas. Agora volta, olha além disso, além das guloseimas em embalagens coloridas.
Olha pra Lua, exaltada, presente, refogando uma cebola pro molho enquanto você faz a tarefa da escola na mesa da cozinha. Que cheiros vêm em seguida? Alho? Extrato de tomate? Louro? Você gostava de salsinha? Meu irmão não gostava, passava a refeição tirando cada verdinho com aqueles dedinhos dele. A gente chamava o frango ensopado de frango marciano, de tanto verde que tinha nele (naquela época os marcianos eram verdes).
Júpiter está na sala assistindo o noticiário. Do ângulo que Mercúrio está dá pra ver seu rosto preocupado.
Falando nesse Júpiter mais seco, descobri recentemente que o erro maravilhoso de tostar o arroz no fundo da panela tem toda uma técnica - e um status quo - na culinária persa. Tenho dedicado um bom tempo a ela. Se chama tahdig. É legal ver outros preparos com os mesmos ingredientes que a gente conhece, não precisa ficar repetindo mecanicamente. Até porque Câncer é um signo cardinal. Mercúrio não volta pra trás pra ficar lá fixo; volta e se nutre e repõe energia e pra fazer o que for necessário e quando for a hora, mesmo que traga uma barra de chocolate bem segura na pinça.
Depois de tanta divagação, não sei de que pó de estrelas Sirius é feita. Talvez ela seja diferente em cada casa assim como os cães são tão diferentes uns dos outros.

O tahdig da foto poderia ser bem mais tostado, mas acabei escolhendo essa foto porque me sugeriu um caranguejo com a carinha virada pra esquerda - o sentido contrário ao da escrita e portanto para trás. 


10 junho 2020

Somos feitos do mesmo pó das estrelas: Ras el Hanout



                 Ras el Hanout quer dizer O Rei da Loja. É a massala feita com as melhores especiarias da vitrine. Mercúrio, deus do comércio, com suas sandálias aladas sai  à procura os temperos, fala línguas, negocia, troca por uma lira, troca pelo que aparecer, traz a mercadoria. Mas imagina um Mercúrio irresistível, heliacal, domiciliado em Gêmeos. Com ele estão Marte e, claro, o Sol. Ah, a imensidade de coisas interessantes que eles trazem para encher a vitrine!
  
                 Escolher entre as especiarias quais estarão na masala é um trabalho que Mercúrio faz com a Lua, pois é ela quem tem intimidade com os sabores e os aromas.

                 Laerte Coutinho voa com Mercúrio, Marte e Sol em Gêmeos e tem a Lua em Leão. No ano em que nasceu, com a Lua também estava a estrela fixa Régulus, uma das quatro estrelas reais da Astrologia. A Régulus, se é o coração puro do Leão, não reina para si mas para seus súditos.
                
                 Essa Lua e esse Mercúrio preparam Ras el Hanout.
  
                 Não bastasse, tudo é feito com a supervisão do Saturno em Virgem regente do ascendente Aquário. Mercúrio é o dispositor final do mapa mas Saturno não deixa de fazer sentir sua presença minotáurica e crítica virginiana. Apesar de Saturno no labirinto da casa 8, o ascendente em Aquário mostra uma noção grande da necessidade do coletivo.

                 Pois, Lua e Mercúrio preparam a massala e a colocam à disposição de quem entrar na loja. Sorte nossa!


Has el Hanout: 

2 cS de semente de cominho
2 cS de semente de coentro
1 cc pimenta do reino preta em grãos
5 cravos
10 pimentas jamaica
8 cardamomos
1 cm de pau de canela.

Tostar levemente as especiarias para abrir seus aromas. Processar.

02 junho 2020

Lua combusta, Marte em Peixes


                 Das sete esferas ptolomaicas que marcam os caminhos dos planetas, a esfera da Lua é a mais próxima de nós. Tudo do céu, pra chegar aqui tem que passar por ela através de aspectos. Hoje, às 23h num ângulo exato, está Mercúrio, que caminha na segunda esfera. Mercúrio é - em pouquísismas palavras pois está num signo mudo - o deus da comunicação e dos entendimentos. Anda disposto pela Lua combusta e em queda. Deve ser daqui que vem aquela expressão que fala da mente como oficina do diabo. É só falar no dito: Marte fecha o triângulo e dispõe a Lua. Forte em Peixes, pode não parecer - a triplicidade da água dá força. A pimenta cumari, uma ampolinha bem menor que um feijão, também pode não parecer mas já vi ela fazendo muita gente bem grande chorar. E nem precisa ser um cardumezinho com o o da foto, não. Um peixinho basta.

                 Marte quadra Sol e Vênus que estão em Gêmeos mas nós, que andamos com a Lua, olhamos, junto com ela, pro sextil a Júpiter. Ele em queda num signo de Saturno nos conta dos antigos imperadores que, a fim de se imunizar, tomavam diariamente uma pequena dose de veneno. Coisa que, de certa forma, a gente já faz. Marte também rege o sistema imunológico. Quem cuida dos venenos é Vênus, que faz a quadratura e está conjunta ao Sol, o Constante. Júpiter sabe das coisas. A Lua sabe, e tem carregado consigo a sua ampola.



26 maio 2020

Somos feitos do mesmo pó das estrelas: Castor e Pólux


por Ingrid Faustino
Corvário Astrologia

                 "Longe de mim falar da vida alheia, ainda mais falar da vida dos céus, afastai dos lábios a fofoca e amém, mas acontece que há muito tempo atrás existia a Leda. Leda ia se casar com Tíndaro, rei de Esparta, mas veja só como as coisas são, veja só. A Leda foi num lago tomar um banho e ficar cheirosa pro casório, ela lá bem como veio ao mundo aproveitando a água quando Zeus a vê de longe. Sim, Zeus, esse que era um tanto famoso por sua gula, por assim dizer sem vulgarizar o domingo. Mas ó, longe de mim fazer fofoca, isso já é fato sabido e a regra é clara: o que circula na rádio peão poderá circular pelos seus lábios também. Pode confiar em mim, tá lá nas regras, eu vi. O fato é que Zeus viu a moça tomando seu banho e muito ligerinho se transformou num cisne e pediu colo à Leda. Na mesma noite, Leda também celebrou o casamento com seu marido, nem só de burocracia se faz um casamento, né. Disso que dois mais dois são quatro, passam os meses e a Leda sente umas dores, vai ver e pronto: saem dois ovos de dentro dela. Do primeiro, nascem Castor e Clitemnestra, mortais e filhos do rei. Do segundo, surgem Pólux e Helena, imortais e filhos do senhor dos trovões. Clitemnestra e Helena são história pra outra hora, porque esse assunto é assim mesmo, vai dando pano pra manga. Agora Castor e Pólus, são instruídos por Hermes, se juntam ao Argo para ir atrás do Velocino de Ouro, enfim, onde tinha uma prezepada pra resolver, lá estavam os irmãos. Castor e Pólux, um mortal e o outro imortal, um muito forte e outro muito inteligente. Tinha como ser melhor? Ah, sim, sempre tem. Você imagina só os irmãos voltando de uma grande empreitada e vendo duas gêmeas lindas, Febe e Ilaira. E ainda tinha como melhorar? Olha, ter até tinha mas as duas eram comprometidas e o que eles fazem? Raptam elas, sim, tudo normal. E aí que os noivos das irmãs fazem? Vão atrás dos gêmeos. Chute, confusão e gritaria, até que Castor é atingido por uma flecha e morre. Assim, pá-pum. Pólux não ia deixar barato, né? Arregaçou todo mundo na porrada e implorou a Zeus que desse sua própria imortalidade ao irmão. Assim Zeus faz, daí Castor acorda, vê o irmão morto, não se aguenta e pede que a imortalidade volte ao seu irmão. Isso mesmo, Zeus no meio desse vai e vem [aqui você nota que a mitologia é mãe de toda tragédia ocidental, porque olha só o tamanho da treta que a rapaziada se metia]. Pois que havia um jeito de se negociar isso e deu que, para satisfazer aos dois, ficou decidido o seguinte: enquanto um vivia, o outro ficava no reino dos mortos. iam assim trocando de lugar e podendo ver um ao outro só na baldiação da barca que levava eles dos mortos aos vivos e dos vivos aos mortos. Depois de tanto, são colocados no céu para que fossem lembrados, juntos de outras histórias. Assim nascem os Gêmeos celestes."






                 A Lua anda pelo mangue do caranguejo e nos graus 20 e 23 passa pelas estrelas Castor e Pólux, os gêmeos. A Corvário Astrologia contou a história do jeito que foi, sem pôr nem tirar, e eu me nutro dela e sigo daqui.
                 Castor e Pólux são as pimentas do reino. Do reino de Júpiter, do reino de Hades, do reino das prezepadas mundanas, tanto faz, todos os reinos. Não é preciso definir as coisas em pastinhas, não estamos em virgem.
                 Pois, as pimentas do reino preta e branca vêm da mesma mãe. Mas a branca passa um tempo no Hades, por isso é Castor. Tem até vídeo disso, não é fofoca não.
                 Gosto dela em conjunto com a preta, quase nunca sozinha. Assim como conseguiu salvar o irmão, a preta-Pólux consegue reviver várias empreitadas culinárias. Pimenta do reino preta tem algo de divino que tira a comida do chão da panela.
                 Hoje farei uma abóbora com elas duas. Sempre acho que Júpiter gosta de abóbora e já que ele está no maior mau humor olhando direto pra cá, os irmãos o convidam. Marte, vem também? Numa pimenta malvada em conserva de mar de salmoura. Vou procurar depois conto. Enquanto isso, o vídeo da temporada de Castor no Hades segue aqui



25 maio 2020

Lua em Câncer, Gêmeos em matinée

 foto Regiane Bresan

                 Segunda feira é dia da Lua e ela sonha é com a matinée de domingo. O que que foi aquilo? Todos os jovens na casa de Mercúrio, as ideias e os olhos não param!, e tantos braços, música, tantas pernas. Marte quadrava, de fora, Saturno cuidava, de fora.
                 Desde que, lá mesmo, beijou o Sol, a Lua ficou sanguínea, quente e úmida, e agora bem que queria mais aconchego nos seus braços de deus, mas o Sol está soltíssimo na pista geminiana do Mercúrio; Vênus rodopiando entre eles, parecem uns periquitos. Isso pelo menos até o dono da casa passar pro signo de Câncer e a casa perigar ficar com aquele ranço de fim de festa; e o Sol ainda por cima vai levar uma bela quadratura da Lua então friíssima.
                 Calma, pensamento! Já foi lá longe! Que dia é hoje? Ninguém mais sabe desde que o mundo parou. É segunda-feira. É 1976? Nossa, 1976 foi há mil anos. A Lua está em casa, só vê Marte que a espeta por trígono e Júpiter que a encara da oposição, e entre um turbilhão de sensações que a tomam, um fiapinho de calor solar, e saudade da matinée.

Oh, I love to love
But my baby just loves to dance, he wants to dance
He loves to dance, he's got to dance
Oh, I love to love
But my baby just loves to dance



Stop I'm spinning like a top
We'll dance until we drop
But if I had my way
Sundown instead of going downtown
We'll stay at home and get down
To what I'm tryin' to say
I love to love
But my baby just loves to dance yes he does
I love to love
But my baby just loves to dance, yes he does
I love to love
But my baby just loves to dance yes he does


22 maio 2020

Lua nova em Gêmeos


                 Mercúrio e Vênus, assim como os gêmeos Castor e Pollux, se separam. Ela em movimento retrógrado, logo encontrará a estrela Rigel, que marca o pé do gigante Órion.
                 Mercúrio já chega Bellatrix, em um dos ombros do gigante.
                 No DO a gente segue buscando o perfume do pó das estrelas - o mesmo de que somos feitos - mas se pinhão não é de Órion não sei mais nada. Então o dia é dele. Sem tempero, só no salzinho.
                 Mais: no trígono entre Sol jubilado e Saturno domiciliado vejo a majestade da Araucária. Sua copa arejada e espinhenta, que dá - Há quanto tempo? Parece desde sempre - além de alimento, abrigo a vários animais.
                 Caçadores são eles mesmos, os animais, à medida da necessidade de cada um. Ártemis, deusa dos animais e da caça, conviveu com Órion e é lembrada na estrela Bellatrix, que hoje veste Mercúrio, regente da lunação.  
                 Mercúrio que passou por Vênus, regente do ascendente do mapa da lunação, aproveita que você está aí em cima junto ao Sol que tudo vê, ajuda a gente a encontrar o equilíbrio que a Libra busca. E pode por favor tacar uma pinha de resposta na nossa cara, porque a gente é cego de vaidade, como o gigante.





18 maio 2020

Sol conjunto à estrela Algol



                Sol conjunto à estrela Algol

                 "Nesta toada Cyrano chega mesmo a proclamar a fraternidade entre os homens e as couves*, imaginando nestes termos o protesto de uma delas ao ser arrancada da terra:

Homme, mon cher frère, que t'ai-je fait qui mérite la mort? (...)
Je me lève de terre, je m'épanouis, je te tends les bras, je t'offre mes enfants en graine, et pour récompense de ma courtoisie, tu me fais trancher la tête!


Homem, caro irmão; que te fiz para merecer a morte? (...)
Levanto-me da terra, abro-me, estendo-te os braços, ofereço-te meus filhos na semente, e como recompensa de minha gentileza me cortas a cabeça!"




*do texto original, a tradução se refere às brássicas, gênero em que estão tanto a couve quanto o repolho, entre outros.
In: CALVINO, Italo. Seis Propostas para o Próximo Milênio. São Paulo: Companhia das Letras, 1990