26 maio 2020

Castor e Pólux


por Ingrid Faustino
Corvário Astrologia

                 "Longe de mim falar da vida alheia, ainda mais falar da vida dos céus, afastai dos lábios a fofoca e amém, mas acontece que há muito tempo atrás existia a Leda. Leda ia se casar com Tíndaro, rei de Esparta, mas veja só como as coisas são, veja só. A Leda foi num lago tomar um banho e ficar cheirosa pro casório, ela lá bem como veio ao mundo aproveitando a água quando Zeus a vê de longe. Sim, Zeus, esse que era um tanto famoso por sua gula, por assim dizer sem vulgarizar o domingo. Mas ó, longe de mim fazer fofoca, isso já é fato sabido e a regra é clara: o que circula na rádio peão poderá circular pelos seus lábios também. Pode confiar em mim, tá lá nas regras, eu vi. O fato é que Zeus viu a moça tomando seu banho e muito ligerinho se transformou num cisne e pediu colo à Leda. Na mesma noite, Leda também celebrou o casamento com seu marido, nem só de burocracia se faz um casamento, né. Disso que dois mais dois são quatro, passam os meses e a Leda sente umas dores, vai ver e pronto: saem dois ovos de dentro dela. Do primeiro, nascem Castor e Clitemnestra, mortais e filhos do rei. Do segundo, surgem Pólux e Helena, imortais e filhos do senhor dos trovões. Clitemnestra e Helena são história pra outra hora, porque esse assunto é assim mesmo, vai dando pano pra manga. Agora Castor e Pólus, são instruídos por Hermes, se juntam ao Argo para ir atrás do Velocino de Ouro, enfim, onde tinha uma prezepada pra resolver, lá estavam os irmãos. Castor e Pólux, um mortal e o outro imortal, um muito forte e outro muito inteligente. Tinha como ser melhor? Ah, sim, sempre tem. Você imagina só os irmãos voltando de uma grande empreitada e vendo duas gêmeas lindas, Febe e Ilaira. E ainda tinha como melhorar? Olha, ter até tinha mas as duas eram comprometidas e o que eles fazem? Raptam elas, sim, tudo normal. E aí que os noivos das irmãs fazem? Vão atrás dos gêmeos. Chute, confusão e gritaria, até que Castor é atingido por uma flecha e morre. Assim, pá-pum. Pólux não ia deixar barato, né? Arregaçou todo mundo na porrada e implorou a Zeus que desse sua própria imortalidade ao irmão. Assim Zeus faz, daí Castor acorda, vê o irmão morto, não se aguenta e pede que a imortalidade volte ao seu irmão. Isso mesmo, Zeus no meio desse vai e vem [aqui você nota que a mitologia é mãe de toda tragédia ocidental, porque olha só o tamanho da treta que a rapaziada se metia]. Pois que havia um jeito de se negociar isso e deu que, para satisfazer aos dois, ficou decidido o seguinte: enquanto um vivia, o outro ficava no reino dos mortos. iam assim trocando de lugar e podendo ver um ao outro só na baldiação da barca que levava eles dos mortos aos vivos e dos vivos aos mortos. Depois de tanto, são colocados no céu para que fossem lembrados, juntos de outras histórias. Assim nascem os Gêmeos celestes."






                 A Lua anda pelo mangue do caranguejo e nos graus 20 e 23 passa pelas estrelas Castor e Pólux, os gêmeos. A Corvário Astrologia contou a história do jeito que foi, sem pôr nem tirar, e eu me nutro dela e sigo daqui.
                 Castor e Pólux são as pimentas do reino. Do reino de Júpiter, do reino de Hades, do reino das prezepadas mundanas, tanto faz, todos os reinos. Não é preciso definir as coisas em pastinhas, não estamos em virgem.
                 Pois, as pimentas do reino preta e branca vêm da mesma mãe. Mas a branca passa um tempo no Hades, por isso é Castor. Tem até vídeo disso, não é fofoca não.
                 Gosto dela em conjunto com a preta, quase nunca sozinha. Assim como conseguiu salvar o irmão, a preta-Pólux consegue reviver várias empreitadas culinárias. Pimenta do reino preta tem algo de divino que tira a comida do chão da panela.
                 Hoje farei uma abóbora com elas duas. Sempre acho que Júpiter gosta de abóbora e já que ele está no maior mau humor olhando direto pra cá, os irmãos o convidam. Marte, vem também? Numa pimenta malvada em conserva de mar de salmoura. Vou procurar depois conto. Enquanto isso, o vídeo da temporada de Castor no Hades segue aqui



25 maio 2020

Lua em Câncer, Gêmeos em matinée

 foto Regiane Bresan

                 Segunda feira é dia da Lua e ela sonha é com a matinée de domingo. O que que foi aquilo? Todos os jovens na casa de Mercúrio, as ideias e os olhos não param!, e tantos braços, música, tantas pernas. Marte quadrava, de fora, Saturno cuidava, de fora.
                 Desde que, lá mesmo, beijou o Sol, a Lua ficou sanguínea, quente e úmida, e agora bem que queria mais aconchego nos seus braços de deus, mas o Sol está soltíssimo na pista geminiana do Mercúrio; Vênus rodopiando entre eles, parecem uns periquitos. Isso pelo menos até o dono da casa passar pro signo de Câncer e a casa perigar ficar com aquele ranço de fim de festa; e o Sol ainda por cima vai levar uma bela quadratura da Lua então friíssima.
                 Calma, pensamento! Já foi lá longe! Que dia é hoje? Ninguém mais sabe desde que o mundo parou. É segunda-feira. É 1976? Nossa, 1976 foi há mil anos. A Lua está em casa, só vê Marte que a espeta por trígono e Júpiter que a encara da oposição, e entre um turbilhão de sensações que a tomam, um fiapinho de calor solar, e saudade da matinée.

Oh, I love to love
But my baby just loves to dance, he wants to dance
He loves to dance, he's got to dance
Oh, I love to love
But my baby just loves to dance



Stop I'm spinning like a top
We'll dance until we drop
But if I had my way
Sundown instead of going downtown
We'll stay at home and get down
To what I'm tryin' to say
I love to love
But my baby just loves to dance yes he does
I love to love
But my baby just loves to dance, yes he does
I love to love
But my baby just loves to dance yes he does


22 maio 2020

Lua nova em Gêmeos


                 Mercúrio e Vênus, assim como os gêmeos Castor e Pollux, se separam. Ela em movimento retrógrado, logo encontrará a estrela Rigel, que marca o pé do gigante Órion.
                 Mercúrio já chega Bellatrix, em um dos ombros do gigante.
                 No DO a gente segue buscando o perfume do pó das estrelas - o mesmo de que somos feitos - mas se pinhão não é de Órion não sei mais nada. Então o dia é dele. Sem tempero, só no salzinho.
                 Mais: no trígono entre Sol jubilado e Saturno domiciliado vejo a majestade da Araucária. Sua copa arejada e espinhenta, que dá - Há quanto tempo? Parece desde sempre - além de alimento, abrigo a vários animais.
                 Caçadores são eles mesmos, os animais, à medida da necessidade de cada um. Ártemis, deusa dos animais e da caça, conviveu com Órion e é lembrada na estrela Bellatrix, que hoje veste Mercúrio, regente da lunação.  
                 Mercúrio que passou por Vênus, regente do ascendente do mapa da lunação, aproveita que você está aí em cima junto ao Sol que tudo vê, ajuda a gente a encontrar o equilíbrio que a Libra busca. E pode por favor tacar uma pinha de resposta na nossa cara, porque a gente é cego de vaidade, como o gigante.





18 maio 2020

Sol conjunto à estrela Algol



                Sol conjunto à estrela Algol

                 "Nesta toada Cyrano chega mesmo a proclamar a fraternidade entre os homens e as couves*, imaginando nestes termos o protesto de uma delas ao ser arrancada da terra:

Homme, mon cher frère, que t'ai-je fait qui mérite la mort? (...)
Je me lève de terre, je m'épanouis, je te tends les bras, je t'offre mes enfants en graine, et pour récompense de ma courtoisie, tu me fais trancher la tête!


Homem, caro irmão; que te fiz para merecer a morte? (...)
Levanto-me da terra, abro-me, estendo-te os braços, ofereço-te meus filhos na semente, e como recompensa de minha gentileza me cortas a cabeça!"




*do texto original, a tradução se refere às brássicas, gênero em que estão tanto a couve quanto o repolho, entre outros.
In: CALVINO, Italo. Seis Propostas para o Próximo Milênio. São Paulo: Companhia das Letras, 1990

03 maio 2020

Somos feitos do mesmo pó das estrelas: Denebola


                 Mais uns passinhos e no grau 21 do signo de Virgem a Lua passa pela estrela fixa Denebola, da cauda do Leão.
                 O leão está sempre associado ao brilho e à realeza mas Denebola é de natureza de Saturno e Marte e portanto se associa também à secura e, como diz o clichê, ao reinado de terror. O Leão que aterrorizava a região de Nemeia era muito maior que um leão comum, e seu couro era blindado. Ele era ligado (há versão do mito que traz como filho, outra traz como irmão) dos monstros Cérbero e Quimera.
                 Pode estar relacionada com ascensão e queda, a depender de outros aspectos do mapa.

                 Em um curso de comida indiana, de um restaurante que eu gostava, aprendi a fritar as especiarias antes de juntá-las ao preparo. A masala básica levava cominho e mostarda em grãos. O cominho era o primeiro a ir para o óleo quente e depois a mostarda. E o cominho ficava bem queimadinho, pretinho e deixava um amargo, que é parte do sabor do prato. Com o passar dos anos me esqueci disso e passei a deixar o cominho só tostadinho, como os outros. Ontem, buscando Denebola na cozinha, acabei me lembrando. O retrogosto do queimadinho puxando Marte e Saturno, na lembrança de cada ataque a Nemeia.
                 Mas fica bom.
                 Já tenha um creme pronto, de lentilhas, de grão de bico, couve flor ou o que preferir. Temperado só com sal. A gente vai fazer como temperar feijão.
                 Em uma frigideira, aqueça manteiga vegetal e quando estiver quente coloque o cominho. quando ele estiver tostadinho, adicione mostarda em grãos. A mostarda vai estourar como pipoca, controle com uma tampa. Quando os estouros estiverem parando, apague o fogo e junte coentro em pó... confesso que eu esqueci a lista de especiarias mas o que importa é cominho queimadinho. Coloque o que gostar porque as masalas são assim mesmo.
                 Adicione ao creme.

29 abril 2020

Pesto de Touro



                 A Lua continua agarrada à memória para se alimentar de afeto e centramento porque o caminho à frente é solitário, com duras oposições e quadraturas.
                Por ora ela vem cheirosa do sextil com o Sol e Mercúrio e a gente coloca o pasto em um potinho.
                 Para lembrar de Touro, e não brigar com o tempo. Mesmo Júpiter, no afã do tesão pela jovem Europa, quando vestiu o corpanzil bovino se deixou ficar deitado, abaixou a cabeça, foi calmo, foi paciente. Cada ação - ou inação - a seu compasso.
                 Uma ação de dois anos atrás que me deixa feliz foi a relação das conservas com os signos, cozinhar é minha maneira de entender qualquer coisa.

                "Para Touro o pesto. Rústico, da terra para a tábua, cortado na meia-lua, deixando pedacinhos para a diversão dos sentidos."

                 Manjericão, rúcula, nozes, azeite de oliva, tempo e faca de lâmina arredondada.


27 abril 2020

Somos feitos do mesmo pó das estrelas: Órion


                 A Lua está em Gêmeos. Ontem passou pela estrela Rigel, no pé de Órion, hoje encontra Betelgeuse, estrela que anda no seu ombro.
                 Órion foi um gigante caçador. E um caçador gigante. Gabou-se de que poderia matar todo e qualquer animal existente e por isso foi punido pela deusa Gaia, que mandou um escorpião atrás dele.
                 Por isso no céu as constelações de Escorpião e a de Órion estão opostas, em eterna fuga e perseguição.
                 Por isso também que para Órion trago uma masala da Índia, bem longe de Trindade e Tobago, terra do Escorpião.
                 A pasta Vindaloo leva ingredientes que dão força ao organismo! Alho, gengibre, cúrcuma, só pra começar. Besuntei um pedaço pequeno de couve-flor, deixei marinando umas horas e assei, com sal e óleo de gergelim cru. O perfume é maravilhoso, aquecido seu sabor cresce - e cresce com potência! É apimentado. Coloquei mais caiena para fazer jus ao gigante.

Primeiro tostei :
1/2 colher (café) sementes cominho
2cm canela
2 cravos
2 pimentas do reino

Quebrei tudo no pilão e acrescentei:
1/2 colher (café) de açafrão (usei 1cm de cúrcuma fresca)
1 colher (chá) de páprica doce
1/3 colher (café) de pimenta Caiena
2 dentes de alho picado
2 cm de gengibre fresco picado
1/4 xícara (chá) de vinagre de maçã

19 abril 2020

Somos feitos do mesmo pó das estrelas: Alrischa

                 Bom dia. Hoje é o dia do Sol.
                 A Lua só num fiapinho de luz na superfície da água. O brilho mutável hipnótico. Ontem foi um dia estranho, um dia de mar. Um peixe pra cada lado neste imenso mar interno. Como cantou Caymmi: "O mar... pescador quando sai nunca sabe se volta, nem sabe se fica. Quanta gente perdeu seus maridos seus filhos nas ondas do mar."
                 Dia estranho mesmo.

                 Os luminares não se vêem. Mais do que isso, a Lua está na 12 do Sol, a casa do mar abissal, onde vivem o Peixe diabo negro, o Viperfish dente de sabre, o Tubarão boca grande e o Kraken, claro.
                  A Lua até que vê seus dispositores: Júpiter está em queda, e o contato com Vênus foi bem do quadrado. Em Gêmeos e em Capricórnio, um pra cada lado numa contra-antíscia.

                 No começo da madrugada, o Sol encontrou o o Lote da Fortuna no grau de uma estrelinha fixa, a Alrischa, do signo dos Peixes.
                 Os peixes são Vênus e Cupido, transformados para que pudessem se atirar na água e escapar do titã Tifão. Para que não se perdessem um do outro são amarrados com um cordão. Alrishca está nesse cordão.

                 Tal qual nós, minguando nessa lunação de questões fortes de casas 4 e 12. Que alento uma estrela bonita refletindo seu brilho nesse marzão e dando um apoio para a sanidade. É dia do Sol!

                 Minha Alrishca ontem foi essa masala. Mutável como peixes: ficou tão boa no almoço, com o grão de bico com legumes tostados (com mais pimenta) quanto nos cookies da tarde (com mais canela). Agradável e sexy, apareceu enquanto eu procurava o tempero para o Cisne, antes de o Cardamomo me convencer de que ele sozinho é Júpiter.

2 folhas de louro
8 vagens de cardamomo
1 pedaço pequeno de pau de canela, quebrado
1 cc de erva doce
Toste um tiquinho pra abrir os aromas (a erva doce só no finalzinho), espere esfriar e moa.


15 abril 2020

Somos feitos do mesmo pó das estrelas: Albireo



                 Carl Sagan disse que somos todos feitos do mesmo pó de estrelas.
                 A Vênus em Gêmeos (que ama o Carl Sagan) já influenciada pela impaciência de Marte, mal pôde esperar a Lua se mostrar por trígono e assim que avistou seu brilho minguante, já chamou: Lua, vamos descobrir os sabores dos pós das estrelas!
                 A Lua, ainda mancando por causa dos recentes perrengues passados em Capricórnio, sonhou com Leda, a rainha espartana que, naquele calor do Mediterrâneo, se refrescava na água e então um cisne se aproximou.
                 Era Zeus que se transformou em um cisne e nessa forma fecundou Leda.

                 Albireo, da constelação do Cisne, que hoje está no grau um de Aquário, confere ao seu nativo uma natureza contemplativa, sonhadora e adaptável, atributos da sedução.
                 A descrição da estrela já é de colocar o leitor sonhando: Albireo é uma estrela dupla, topázio amarelo e azul safira, situada no bico do Cisne.  Poderia se chamar estrela Cardamomo, de sabor adocicado, quente e de uma pungência intrigante. Um dia levei umas vagens dele pra minha vizinha. Ela fez uma careta e disse: isso tem cheiro de cânfora! É isso! Tem mesmo. No conjunto dos aromas da semente é um elemento bem interessante.
O cardamomo, como Júpiter, combina com tudo: com doces, bolos, pães, e também nas refeições, nos pratos salgados, em marinadas, cozido com o arroz e nos grãos em geral. Com cítricos é ótimo!
                 A constelação do Cisne também confere amor à água, assim como a Lua em sua fase fleumática. E como Saturno também está a um do Aquário, trago o café. Quente, reconfortante, amargo, familiar, fica ainda melhor com cardamomo. Você pode fazer um café à maneira árabe mas não precisa. Simplesmente quebre os ovinhos (opa!, spoiler) e coloque no café recém passado, com a casca e tudo. As sementes são comestíveis e deliciosas. Podem ser quebradas na faca ou moídas se você quiser mais delicadeza. Mas não compre cardamomo moído! Canela, tudo bem, pimenta do reino, tá, vai. Mas cardamomo não!
                 Uma vagenzinha - aberta porque a casca é blindada - por xícara é o bastante. Te dá asas!

                 Carl Sagan poderia acrescentar ao nosso conhecimento astronômico que Leda é o nome de uma das luas de Júpiter. Também somos feitos das mesmas histórias das estrelas.



10 abril 2020

Cravo



                 Um dia de Lua muda em escorpião num trígono com o Mercúrio, deus do comércio, só pode ter um cheiro assim

                 “Também em algum ponto próximo da Índia fica a ilha onde existe o Vale dos Cravos. Nenhum mercador ou navegante jamais esteve no vale ou viu o tipo de árvore que produz o cravo: sua fruta, dizem eles, é vendida por gênios. Os navegantes chegam à ilha, colocam seus itens de mercadoria na praia, e voltam ao navio. Na manhã seguinte encontram, ao lado de cada um, uma quantia de cravos.
                 Um homem afirmou ter começado a explorar a ilha. Ele viu pessoas que eram de cor amarela, sem barba, vestidas como mulheres, com cabelos longos, mas elas se esconderam quando ele chegou mais perto. Depois de esperar um tempo, os mercdores voltaram para a praia onde tinham deixado sua mercadoria, mas dessa vez não encontraram cravos, e percebram que isso tinha acontecido por causa do homem que tinha visto os habitantes da ilha. Após uma ausência de alguns anos, os mercadores tentaram mais uma vez e conseguiram restabelecer o antigo sistema de comércio.
                 Afirma-se que o cravo é agradável ao paladar quando está fresco. Os habitantes da ilha se alimentam dele, e nunca ficam doentes nem envelhecem. Também se afirma que eles se vestem com as folhas de uma árvore que cresce apenas naquela ilha e é desconhecida pelos outros povos."

DALBY, Andrew. Sabores Perigosos.

 

08 abril 2020

colheita

                

                 A Lua passa pela estrela fixa Spica. Agorinha. A gente colhe o que plantou.
                 Pode plantar no Ar.

                 Júpiter em queda, apertadíssimo, é o dispositor da casa 4 do mapa da Cheia da Lua, sua oposição ao Sol, que aconteceu nessa madrugada. Júpiter é o dispositor também a 12. O confinamento e a insanidade levados ao Ascendente.

                 O encontro com a Spica abre outra visão pra essa situação: o isolamento social como oportunidade da busca da análise silenciosa e criteriosa.
                 Ontem conversava com uma amiga e ela lembrou que estamos na Quaresma, e é época de olhar pra dentro, colocar várias coisas na balança. Como Astreia, que segura a balança da Libra. A Virgem tem relação com a pureza e o trabalho, a Libra com a harmonia, e com o compromisso.
                 A Lua, um dos olhos do mundo, viu toda a nossa história, num trígono de Ar lembrando que as sociedades mudam, as fronteiras, as crenças.
                 Um bom momento pra gente olhar e escolher que valores plantamos no mundo que é  - a todo minuto - construído.



e o mapa do momento da Lua Cheia: