dodô

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25 setembro 2016

Hamburguinhos {Lentilha + Batata Doce + Aveia}



esquizofrênico porém muito cúti-cúti: 
bolinho/hamburguinho/fritter baseado nesta receita de... croquete!

{Lentilha + Batata Doce + Aveia}

1.       Deixei de molho 1 cS de linhaça em 3cS de água
2.       Cozinhei 1 xícara de lentilha (medida de lentilha crua – deixei germinar)
3.       Cozinhei  batata doce,  medi 1 xícara e amassei
4.       Tostei ¼ xícara de semente de girassol e dei uma quebrada na faca
5.       Não tenho processador então passei a lentilha cozida por uma peneira, e a batata doce também, ficou bem lisinha mas dá um certo trabalho
6.       Quando a linhaça ficou bem gosmenta juntei tudo e temperei:
2 dentes de alho
1cc de pimenta branca
1cc de páprica
1cc de molho inglês
sal
½ xíc de salsinha picada
7.       Então engrossei com 4cS de farinha de aveia
8.       Modelei e fritei em frigideira com um pouco de óleo
 


Alimento para os Olhos: Laerte


Alimento para os Olhos: louças de calamidades










18 setembro 2016

Fainá com Pimentão, Shitake e Tomate

                 Quero agradecer de todo o coração ao gênio vegano que associou a farinha de grão de bico à omelete e a trouxe pro mercado, porque, puxa vida, desde esse dia eu sonho com mais harina de garbanzo! 03 de janeiro de 2011, minha gente!!



                 Agora até no interior tem! Então corri pra garantir meu quilo! Então fiz o seguinte:




coloquei uma parte da farinha em 3 partes de água e deixei hidratando por 4 horas. Então coloquei sal. Na receita tradicional você esquenta o forno e esquenta antes uma forma redonda com umas 3 cS de óleo, então coloca a massa (que na verdade é praticamente um líquido) em temperatura alta.

                 Tenho minha frigideira de ferro com tampa que quase sempre tem que se virar como meu forninho, e lá foi ela de novo. Frigideira quente, um pouco de óleo, a massa e deixei semi tampada para que a umidade pudesse sair. Demorou uns 10 minutos para fazer a casquinha na superfície de baixo então virei.


                 Pra acompanhar tive de novo a ideia do pimentão - deve ter ficado no meu subconsciente porque só me lembrei desse convite do Tutti agora há pouco - e salteei com shitake e acrescentei tomates pelados em pedaços. Não virou um molho mas ficou molhadinho. E como ficou bom!




                 Na hora de servir, salpicar pimenta branca.
                 
                 E ofereço ao vento, que faz reviver!




Alimento para os Olhos: Felipe Lima

ilustrações para os textos de Flávia Schiochet publicados na Gazeta do Povo
mais do trabalho de ambos em:
tô puta e vou cozinhar

pecados enlatados 

 

                    Ah, setembro, o mês da primavera. O chão da Praça Santos Andrade amarelo de ipê, os passarinhos todos se assanhando um para o outro, ninhos aqui e acolá e as plantas capricham nos frutos. Que sonho vira a feira.

                     Qualquer voltinha pelo Passeio Público na manhã de sábado rende uma cornucópia. Há promessas de ratatouille e yakisoba a cada dois passos pelas bancas. Mesmo que a chuva, essa maldita, pingue na nuca enquanto escolho os tomates. Nem tudo são flores.
     
                    Ah, setembro, o mês da independência. A disciplina alimentar não me dá trégua: a fruteira deveria estar cheia, a salada tem que ser lavada antes que murche, falta cebola nessa casa. Mas setembro é também dos farroupilhos: dane-se, império da comida fresca.

                     Só por hoje o giro pelos sacolões e verdureiras ficará de lado. Não há tempo.

                     Tenho que resolver o almoço em questão de minutos e a ironia é inescapável: fico dependente da indústria por um par de horas.

                     Dias antes do feriadão, a geladeira teve de ser esvaziada às pressas. Comi tudo o que pude e nesta leva foi meio quilo de tofu em dois dias.

                     E quando se volta de viagem, nada no congelador para salvar a refeição. A despensa geme: ai, quanta coisa por aqui.

                     Passata de tomates, macarrão. Cebola e alho desidratados. Melado de cana.

                     A horta, mesmo capenga, merece uma poda, não acham?

                     Dá-lhe umas folhas de manjericão. E aquela abobrinha solitária vai para a frigideira em fatias. Assim: esquentando o molho pronto com a cebola e o alho, dá para corrigir a acidez e disfarçar o gosto de coisa pronta com um pouco de melado em vez de açúcar.

                     É um simulacro de espaguete ao molho vermelho, mas resolve o problema.

                     Umas folhinhas de manjericão fresco por cima e me enganei bem.

                     Há quem tenha pudores em cozinhar assim, sem precisar de uma faca. Mas o prazer em economizar tempo sem ter que comer fora é maior. São Benedito, abençoa e absolve!

                     À noite, com um pouco mais de tempo, a cozinha implora por uma bagunça.

                     Sussurra: farinha na bancada, liquidificador de molho, panelas imundas empilhadas na pia e uma refeição quentinha, feita do zero, na minha pança.

                     Que tentação! Nego.

                     Não tenho energia, nem tempo hábil para limpar a sujeira.

                     Nessas horas penso que nem sempre é prudente obedecer à razão – só eu sei do quanto me poupo ao ignorar o grilo falante.

                     Saltito ao pegar atalhos, como os que trilhamos para fazer um brigadeiro: abrir uma latinha de vez em quando não deveria matar ninguém.

                     Eu poderia ter abusado, ter feito uma festa. Azeitona preta. Milho. Ervilha. Essas coisas todas enlatadas que duram anos estocados naquela estante mais alta.

Mas mantive a compostura – ainda falta tempo até fevereiro. Basta de pecar.



que saudades eu senti de comer chuchu





o tédio do mise en place



escreve mais, guria

 


especialidade da casa: gororoba

 


carpaccio de dedo




11 setembro 2016

Bolinho de Abóbora e Sávia com Conserva de Chuchu



Hoje quis fazer uma coisa bem linda pra postar aqui. Era um nhoque de abóbora tão vivo na foto, ao contrário dos meus que sempre ficaram bem desbotados...! Então aproveitei que uma noite dessas acendi o forno porque estava frio pra cacete e tinha de tudo assado aqui, inclusive uma cabotiá inteira, oba!


Então, receita a postos, ataquei! E deu bem errado! Sabe daquelas massas de nhoque insaciáveis de farinha? Estava indo assim. Então parei e fiz bolinhos! :D


Lembrei que uma vez vi numa revista bolinhos (fritters) de abóbora com folhinhas de sálvia coladas e ficou tão lindinho, nunca esqueci daquilo, e aquela receita de bolinho de abóbora também não funcionou aqui em casa.


E o erro feliz ficou lindinho e gostoso.


Não tenho muito bem como postar uma receita aqui, haja visto que a receita era de nhoque e se transformou sem controle. Mas eu queria fotografar e escrever mesmo assim então passei um café e vim conversar. Foi assim também que consegui a receita – e esse vidro – de conserva de chuchu tão crocante e delícia e que deu um contraste perfeito pros bolinhos, casamento do século!








Se você quiser um pouco de glamour, podemos até chamá-la de ceviche de chuchu, que está super in voga, e faz muito sentido: o chuchu – e nesse caso pimentão e cebola – sofrem uma leve cocção pelo ácido do vinagre, continuam muito crocantes e este aqui não é azedão então não fica com jeito de vinagrete.

A amiga foi explicando e fomos fazendo, assim mesmo, depois do café: cortamos meio pimentão, meia cebola e uma pimenta dedo de moça sem sementes em juliana fininha. O chuchu ela cortou na metade longitudinalmente e esfregou bem uma metade na outra para que ele não soltasse a gosma nas mãos, então descascou e cortou em fatias finas. Arrumado tudo num vidro, o preparo do molhinho: vinagre, água, sal e alho. Acho que era isso, não sou muito boa de memória. Não fica azedão, só azedinho. Tampa o vidro e deixa na sombra por uns 4 dias (chacoalhando diariamente pra espalhar o tempero). No ultimo dia coloquei na geladeira.


A receita certa do nhoque é a seguinte:




Quando a massa ficou molenga e parti pro plano B, acrescentei pimenta do reino preta, molho inglês, salsinha e fermento químico, pra dar um arzinho. Coloquei colheradas na frigideira de ferro quente e enquanto fritava de um lado, aplainava e colocava as folhas de sálvia do outro. É legal não deixar fritar rápido demais, senão a fécula não cozinha bem e fica pesado.

Já que improviso pouco é bobagem, lá pelas tantas olhei o vidrinho de azeite de funghi e lá veio ele. Ficou bom! Devo dizer que tudo combinou muito bem mesmo!

Pra fazer o azeite de funghi é pá-pum: dá uma secadinha nos cogumelos (mais fácil os mais finos) no forno baixo. Quando esfriar vai pro liquidificador pra virar o que der mais perto de um pó. E é só colocar no vidro de azeite de oliva extra virgem e deixar fechado.