dodô

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21 junho 2011

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Sabores do pensamento

Benjamin desembarca no porto de Ibiza namanhã do dia 19 de abril de 1932. Tem 40 anos e é um ilustre desconhecido. Foi rejeitado como professor na Universidade de Frankfurt. Viaja muito, escreve mais. Paris é uma cidade que visita reiteradamente e um dos cenários quemais frequenta com a imaginação. Em 1926 conhece Moscou, de onde evoca por escrito uma sopa:

'Porém, eu a tomei no inverno em Moscou e por isso sei de que se trata: há nela vermelhos pedaços derretidos, um manjar de nuvens que desceu um dia do céu igual ao maná. E coo abranda o pedaço de carne a efusão quente, para que penetre no corpo como um campo perfurado do qual pode escaldar com facilidade da raiz a erva daninha da tristeza. Deixe a vodca sem beber a seu lado, não comoa da pirogen (massa recheada com carne, peixe, repolho, ovos...). Então você descobrirá o segredo desta sopa, que é a única comida que tem o dom de saciar suavemente, de tranpassá-lo pouco a pouco...'."

In:REDÓN, Joseph Muñoz. A cozinha do Pensamento: um convite para compartilhar uma boa mesa com filósofos. São Paulo, Senac. 2008. pág 105

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