dodô

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11 setembro 2016

Bolinho de Abóbora e Sávia com Conserva de Chuchu



Hoje quis fazer uma coisa bem linda pra postar aqui. Era um nhoque de abóbora tão vivo na foto, ao contrário dos meus que sempre ficaram bem desbotados...! Então aproveitei que uma noite dessas acendi o forno porque estava frio pra cacete e tinha de tudo assado aqui, inclusive uma cabotiá inteira, oba!


Então, receita a postos, ataquei! E deu bem errado! Sabe daquelas massas de nhoque insaciáveis de farinha? Estava indo assim. Então parei e fiz bolinhos! :D


Lembrei que uma vez vi numa revista bolinhos (fritters) de abóbora com folhinhas de sálvia coladas e ficou tão lindinho, nunca esqueci daquilo, e aquela receita de bolinho de abóbora também não funcionou aqui em casa.


E o erro feliz ficou lindinho e gostoso.


Não tenho muito bem como postar uma receita aqui, haja visto que a receita era de nhoque e se transformou sem controle. Mas eu queria fotografar e escrever mesmo assim então passei um café e vim conversar. Foi assim também que consegui a receita – e esse vidro – de conserva de chuchu tão crocante e delícia e que deu um contraste perfeito pros bolinhos, casamento do século!








Se você quiser um pouco de glamour, podemos até chamá-la de ceviche de chuchu, que está super in voga, e faz muito sentido: o chuchu – e nesse caso pimentão e cebola – sofrem uma leve cocção pelo ácido do vinagre, continuam muito crocantes e este aqui não é azedão então não fica com jeito de vinagrete.

A amiga foi explicando e fomos fazendo, assim mesmo, depois do café: cortamos meio pimentão, meia cebola e uma pimenta dedo de moça sem sementes em juliana fininha. O chuchu ela cortou na metade longitudinalmente e esfregou bem uma metade na outra para que ele não soltasse a gosma nas mãos, então descascou e cortou em fatias finas. Arrumado tudo num vidro, o preparo do molhinho: vinagre, água, sal e alho. Acho que era isso, não sou muito boa de memória. Não fica azedão, só azedinho. Tampa o vidro e deixa na sombra por uns 4 dias (chacoalhando diariamente pra espalhar o tempero). No ultimo dia coloquei na geladeira.


A receita certa do nhoque é a seguinte:




Quando a massa ficou molenga e parti pro plano B, acrescentei pimenta do reino preta, molho inglês, salsinha e fermento químico, pra dar um arzinho. Coloquei colheradas na frigideira de ferro quente e enquanto fritava de um lado, aplainava e colocava as folhas de sálvia do outro. É legal não deixar fritar rápido demais, senão a fécula não cozinha bem e fica pesado.

Já que improviso pouco é bobagem, lá pelas tantas olhei o vidrinho de azeite de funghi e lá veio ele. Ficou bom! Devo dizer que tudo combinou muito bem mesmo!

Pra fazer o azeite de funghi é pá-pum: dá uma secadinha nos cogumelos (mais fácil os mais finos) no forno baixo. Quando esfriar vai pro liquidificador pra virar o que der mais perto de um pó. E é só colocar no vidro de azeite de oliva extra virgem e deixar fechado.


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