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25 março 2014

Dodô Cozinha Artesanal: na R.Nott


                
"Ao longo dos últimos anos temos convivido com o surgimento de restaurantes com outra cara, diferente do padrão, com experimentações que vão desde o sabor dos pratos até o design ambiente. De uma maneira a lá Big Bang Theory, não é difícil variar o cardápio da semana para uma seleção abrangente, e mesmo global, indo de thay-food com hashis nas terças para pizza servida em toalhas xadrez verdes nas quartas, tendo pique para um mussacá na sexta e ainda guardar espaço para um iogurte gelado de sobremesa. Tudo isso pode ainda ser acompanhado de uma apresentação e de um atendimento diferenciados. Foi percebendo esse movimento que o fotógrafo Zeca Milleo decidiu conhecer  melhor três restaurantes alternativos de Curitiba e fazer com eles uma seção de fotos explorando os diferenciais de cada espaço. Nós aproveitamos e fomos conversar com cada um desses novos Chefs para saber um pouco mais sobre as suas especialidades."


    "Dodô Cozinha Artesanal
                Em 2009 eu trabalhava como cozinheira em Porto Alegre, servia em um bar, era responsável pelos Almoços Culturais no Studio Clio, além dos congelados que sempre gostei de preparar. Tinha a vontade de ter um espaço meu, mas que ainda pudesse manter a calma e a atenção no detalhe do preparo das refeições. Logo me dei conta de que meu apartamento em Curitiba – amplo, bem iluminado e com uma vista linda para o Paço da Liberdade – seria um local perfeito para fazer um bistrô secreto, do tipo dos restaurantes puertas cerradas, em que as refeições são servidas na própria casa do chef.
                As refeições só acontecem com reservas antecipadas, normalmente para grupos fechados, então é possível combinar o menu de acordo com o desejo e restrições dos comensais. Além disso, na medida do possível tudo é feito ali mesmo: pão, queijo, conservas, massalas, só não consegui ter uma horta no apartamento.
                Gosto muito de aprender, nunca quis ficar repetindo cardápio, por isso o combinar o menu com os comensais é muito estimulante: o número limitado de convivas também permite que cada refeição seja especial, pois cada grupo tem um jeito particular. Assim, foi muito fácil juntar as peças e saber que o que eu queria fazer era abrir a minha casa para grupos, por sorte isso estava começando, com alguns puertas cerradas em Buenos Aires, os Underground Restaurants em Londres já abrindo caminho.
                Meu público é de pessoas abertas que apreciam a proposta da sazonalidade, da falta de hierarquia entre os alimentos, das propostas de novos contextos para ingredientes conhecidos. No começo a maior parte do público eram artistas plásticos, pois sou formada na Belas Artes, mas logo começaram a trazer a própria família, e os convidados trouxeram convidados, agora imagino que o Dodô tenha um público bem eclético."

R.NOTT MAGAZINE ISSUE#4



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